Trabalho como caminho

Atualizado: Nov 18



Eu estava em Lisboa depois da vida ter me dado a oportunidade por meios pouco compreensíveis de atuar com design. Na época o status da profissão de designer era quase como de um youtuber hoje, muito embora as pessoas não soubessem realmente qual era a função do design.


Aproveitei as benesses daquele momento tendo oportunidade de fazer dinheiro, aprender idiomas, encontrar pessoas raras de toda parte do mundo até que a própria profissão me colocou numa encruzilhada. Naquele momento no atelier de design desenvolvíamos materiais gráficos para a indústria farmacêutica. A medicação do momento se chamava Remicade da Schering-Plought Farma e tinha a função de diminuir as dores e desconforto da espondilite anquilosante, um tipo de reumatismo que causa uma acentuada curvatura nas costas. Como tínhamos acesso a todas as informações sobre o remédio, detectamos que ele tinha qualidades cancerígenas. Dali em diante eu já não era mais o mesmo. Um conflito gigantesco esmagava meu peito e pesava minha consciência. Já não tinha criatividade, prazer, habilidade para fazer o que eu sabia fazer. Naquele momento o desagrado e o desespero para quem entendia a vida através do trabalho tomou conta de mim e me fez procurar algo que me fizesse sentido, algo que negasse aquela realidade que a industria farmacêutica impunha através de uma medicação que dava conforto, mas podia matar.


Num jornal disponível nas saídas do metrô de Lisboa encontro um anúncio de um curso de Shiatsu, em Arroios, bairro tradicional da cidade portuguesa. No mesmo dia liguei na Orientaland, uma escola/clínica coordenada pelo Mestre Toshio Funada, no outro dia estava lá fazendo minha matrícula e duas semanas depois comecei minha nova formação.


Eu não tinha ideia do que era o Shiatsu, no entanto eu tinha absoluta certeza que era aquilo que eu deveria fazer. Durante o curso descobri um mundo novo que me catapultou para o universo holístico, para o cuidar das pessoas, para o olhar para a alma. Aprendi e continuo aprendendo que a minha felicidade se faz fazendo o outro feliz e no meu caso através do meu trabalho minimizando as dores do corpo físico ou da alma daqueles que me procuram.


Shiatsu é o meio pelo qual eu consigo justificar minha existência. Foi onde encontrei a companhia pra vida, foi aquilo que me libertou da angustia. Shiatsu é onde trabalho e é onde auxilio pessoas a saírem do sofrimento e buscarem a felicidade. É o meu caminho.


Robson Oliveira - Terapeuta de Shiatsu

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